🚚 Portes grátis em encomendas acima de 30,00 €

Blog

Comichão no couro cabeludo: porque acontece e o que podes mudar hoje

O que costuma estar por trás da comichão no couro cabeludo, que erros de lavagem a mantêm, como lavar o cabelo sem irritar mais a pele e quando é altura de consultar um dermatologista.

8 min de leitura

Aplicação do champô sólido ROOTENNE no couro cabeludo com espuma

Coças a cabeça a meio da tarde sem dares por isso, e à noite continua a picar. A comichão no couro cabeludo é das queixas mais comuns e também das mais fáceis de piorar por conta própria: a reação instintiva é lavar o cabelo mais vezes, com água mais quente e com um champô mais forte. É exatamente a combinação que costuma manter o problema de pé.

Aqui ficam as causas mais frequentes, o que se pode mudar já esta semana no duche e o ponto a partir do qual isto deixa de ser uma questão de rotina. Sem promessas: um produto cosmético limpa e dá conforto, não trata doenças do couro cabeludo.

Porque é que o couro cabeludo faz comichão?

Na maior parte dos casos porque a pele por baixo do cabelo está irritada, seca ou com resíduo acumulado — e não porque o cabelo esteja sujo. O couro cabeludo é pele, com duas particularidades: tem uma das maiores densidades de glândulas sebáceas do corpo e está quase sempre tapado. Basta pouco para o equilíbrio se alterar.

As causas de rotina são sempre as mesmas quatro: água demasiado quente, um detergente agressivo de mais para a tua pele, produto mal enxaguado que fica junto à raiz, e suor retido debaixo de um boné ou de um capacete durante horas.

Depois há as que não se resolvem com rotina nenhuma — dermatite seborreica, psoríase, uma reação a um ingrediente, uma infeção. A diferença nota-se no padrão: a comichão de rotina melhora quando mudas a forma de lavar, a outra mantém-se igual, é intensa e costuma vir acompanhada de descamação persistente, vermelhidão ou placas.

A comichão é sempre sinal de caspa?

Não. Andam juntas muitas vezes, mas há couros cabeludos que descamam sem picar e outros que picam sem uma única escama à vista. Confundir as duas coisas leva à escolha errada de produto, que é o passo seguinte habitual.

Escamas pequenas, secas e soltas, com sensação de pele repuxada, apontam normalmente para secura — e nesse caso um champô anticaspa forte piora. Escamas maiores, amareladas e agarradas, num couro cabeludo oleoso e avermelhado, são o quadro típico da dermatite seborreica, que é assunto para dermatologista e não para uma mudança de champô.

O champô pode estar a causar a comichão?

Pode, de duas maneiras opostas. Ou limpa de mais e deixa a pele sem qualquer película, ou deixa material para trás — perfume, agentes condicionadores, silicones, champô seco acumulado de três dias. Nos dois casos o sintoma é o mesmo e a solução é diferente.

Três sinais que ajudam a perceber de que lado estás:

  • A pele repuxa logo a seguir ao duche e a comichão aparece com o cabelo já seco: o detergente é agressivo de mais para ti.
  • A comichão aparece no segundo ou terceiro dia, junto com raízes pesadas: é acumulação de resíduo, não secura.
  • A comichão começou depois de mudares de produto e concentra-se na nuca e atrás das orelhas: olha para o perfume e para o enxaguamento antes de mudar de novo.

Lavar mais vezes alivia ou piora?

Depende do que está a causar a irritação, mas a lavagem extra raramente é a resposta. Se a comichão vem de resíduo acumulado, lavar melhor ajuda; se vem de uma pele já sensibilizada, cada lavagem a mais é mais tempo de contacto com o detergente e com a água quente.

O critério não é o número de lavagens, é a qualidade de cada uma — tema que desenvolvemos em lavar o cabelo todos os dias faz mal ao couro cabeludo.

A água do duche tem alguma coisa a ver com isto?

Tem, por duas vias. A temperatura é a mais direta: água muito quente remove mais rápido a camada lipídica da pele e deixa o couro cabeludo mais reativo, com aquela comichão que só aparece meia hora depois do banho. Morna chega e sobra.

A segunda é a dureza da água. Em zonas com água muito calcária, o cálcio e o magnésio reagem com os detergentes de tipo saponáceo e formam um depósito que não sai com o enxaguamento e fica pousado na pele. Se tens incrustações brancas no crivo do chuveiro, é o teu caso — e explicamos o que fazer em como usar champô sólido sem deixar o cabelo pesado.

Como lavar o cabelo quando o couro cabeludo faz comichão

A sequência abaixo demora mais um minuto do que a tua rotina atual e quase todo esse tempo é enxaguamento. Não é um tratamento, é uma forma de parar de irritar a pele a cada lavagem.

  1. Molha o cabelo com água morna durante trinta segundos. Nunca quente. Em cabelo pouco molhado qualquer detergente rende mal e obriga a usar mais.
  2. Leva o produto ao couro cabeludo, não às pontas. Nuca, têmporas, topo da cabeça e risca. É aí que está o que precisa de ser removido.
  3. Massaja um minuto com as pontas dos dedos. Movimentos circulares, sem unhas. As unhas fazem microlesões e alimentam o ciclo da comichão.
  4. Enxagua o dobro do tempo que te parece necessário. O resíduo mal removido é a causa mais subestimada de todas.
  5. Condicionador só de meio comprimento para baixo. Nunca no couro cabeludo, nem um pouco.
  6. Último jato de água mais fresca e seca com a toalha sem esfregar a pele.

Coçar alivia ou piora?

Alivia durante dez segundos e piora depois. Coçar com as unhas quebra a barreira da pele, que responde com mais irritação e mais comichão — é o chamado ciclo comichão-coçar, e é a razão pela qual muita gente acorda com marcas na nuca sem se lembrar de as ter feito.

Duas alternativas práticas: pressão firme com a polpa dos dedos em vez de arranhar, e uma escova de massagem de cerdas macias passada devagar em cabelo seco. A escova serve para aliviar e para distribuir o sebo pelo comprimento, não faz crescer cabelo nenhum — quem prometer isso está a vender-te outra coisa.

O champô sólido serve para um couro cabeludo sensível?

Serve, com uma condição: que seja formulado com tensioativos suaves e a um pH próximo do da pele, e não um sabonete saponificado a pH 9. O formato ajuda porque leva a aplicar o produto onde ele faz falta, na raiz, em vez de espalhar espuma por todo o comprimento.

A parte que ninguém pode saltar é o enxaguamento. Numa pele que já pica, o resíduo de qualquer produto — sólido ou líquido — é o que faz a diferença entre uma lavagem confortável e mais uma noite a coçar.

Quando é que a comichão deixa de ser uma questão de rotina?

Quando se mantém igual ao fim de três ou quatro semanas com a lavagem corrigida, quando é intensa ao ponto de te acordar, ou quando aparece com descamação persistente, vermelhidão, placas, feridas ou queda visível de cabelo. Nesses casos não estás perante um problema cosmético.

Dermatite seborreica, psoríase do couro cabeludo, dermatite de contacto e infeções fúngicas precisam de diagnóstico e de tratamento próprio. Um detergente contribui para o conforto do couro cabeludo; não substitui uma consulta nem é tratamento para a queda de cabelo. Se estás na dúvida, a pessoa a consultar é um dermatologista.

Perguntas frequentes sobre comichão no couro cabeludo

A comichão pode ser do stress?

O stress não cria a comichão do nada, mas é conhecido por agravar quadros que já existem, como a dermatite seborreica, e por aumentar o hábito de coçar sem se dar conta. Se notas que piora em semanas complicadas, é um dado a levar à consulta, não algo a resolver com champô.

Mudar de champô resolve sempre?

Não. Resolve quando a causa é o produto — e nesse caso nota-se em duas ou três semanas. Se mudaste três vezes de champô e a sensação é a mesma, o problema não está na prateleira do supermercado.

Devo lavar o cabelo com água fria?

Morna. A água fria é desconfortável e não limpa melhor; a quente é que faz mal ao conforto da pele. Guarda a água mais fresca para o último jato, que ajuda a fechar a cutícula e deixa o cabelo com melhor aspeto.

Faz sentido pôr óleo no couro cabeludo?

Num couro cabeludo seco e sem descamação oleosa, uma aplicação pontual antes da lavagem pode dar conforto. Num couro cabeludo oleoso ou com escamas agarradas, o óleo tende a piorar. Nas pontas secas é outra conversa: aí é onde faz sempre sentido.

Quanto tempo demora a notar diferença?

Quando a causa é de rotina, a maior parte das pessoas nota alguma coisa ao fim de duas ou três semanas de lavagens bem feitas. Dar um número exato seria inventá-lo: depende do ponto de partida, da água de tua casa e do que estava acumulado.

Continua a ler